‘Afetivas Paisagens e Sobretons’: exposição de fotógrafa paraibana chega em João Pessoa
Mostra convida o público a desacelerar o olhar e contemplar os silêncios, transições e horizontes de Acaú através da fotografia digital.
| Exposição ‘Afetivas Paisagens e Sobretons’, estará disponível para visitação a partir deste sábado (4), na Estação Cabo Branco. Foto: divulgação. |
A exposição fotográfica da paraibana Elenice Ferreira, ‘Afetivas Paisagens e Sobretons’, estará disponível para visitação a partir das 16h, deste sábado (4), na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, localizada no Altiplano. A mostra traz ao público um ensaio visual sensível, minimalista e profundamente conectado com as transições da natureza e do cotidiano.
Com curadoria de Daniel Figa, a artista, natural de João Pessoa e criada na comunidade tradicional de pescadores e marisqueiras de Acaú (Pitimbu/PB), convida o público a desacelerar o olhar e contemplar os silêncios, transições e horizontes de Acaú através da fotografia digital.
A artista, que busca inspiração no minimalismo de nomes como Michael Kenna e Hiroshi Sugimoto, e na solidão poética do pintor Caspar David Friedrich, destaca que o uso de espaços abertos em suas composições serve como um convite à introspecção. “O minimalismo não é ausência, é presença concentrada no que realmente importa”, declara.
No texto curatorial, Daniel Figa ressalta a capacidade da fotógrafa de conferir novos critérios de existência à paisagem, afastando-se do olhar adestrado tradicional.
“Minhas fotos não congelam o tempo, mas capturam o instante de transição, o 'entre' onde algo está mudando. Elas sugerem continuidade, como se o momento ainda estivesse acontecendo”, explica Elenice Ferreira.
Priorizando a luz natural, Elenice capta o sutil: o degradê do horizonte, as nuances do entardecer e as transformações cromáticas que transitam entre o concreto e o imaterial.
| Elenice Ferreira. Foto: divulgação. |
A artista, que busca inspiração no minimalismo de nomes como Michael Kenna e Hiroshi Sugimoto, e na solidão poética do pintor Caspar David Friedrich, destaca que o uso de espaços abertos em suas composições serve como um convite à introspecção. “O minimalismo não é ausência, é presença concentrada no que realmente importa”, declara.
No texto curatorial, Daniel Figa ressalta a capacidade da fotógrafa de conferir novos critérios de existência à paisagem, afastando-se do olhar adestrado tradicional.
“É no cair da noite que a transformação se evidencia às retinas. A artista incorpora plasticidade à imensidão, ora em tons ardentes de laranja e vermelho, ora entre o dourado e o profundo azul”, escreve o curador.As imagens flutuam por espectros climáticos e sazonais da região, como o sol de veraneio, o tempo da chuva e a tradicional queima da cana-de-açúcar. A exposição propõe um diálogo silencioso com o visitante, funcionando como um refúgio visual diante do excesso de estímulos do mundo contemporâneo. Ao cruzar a galeria, o público é convidado a experimentar o que a fotógrafa resume em uma palavra: gratidão.
"Espero que o visitante leve consigo uma sensação de calma, de pausa em meio ao ritmo acelerado do dia a dia. Que saia com um olhar mais atento para o simples", conclui a artista.
Comentários
Postar um comentário